Quinta-feira, Junho 26, 2008

Sermão aos peixes ... graúdos


A palavra a Paulo Moura, do Público. Sobre a vinda do ex-presidente dos EUA, Bill Clinton, a Lisboa para falar de "cidadania num mundo interdependente". Mas não só: "O título da conferência é Embracing our Common Humanity, mas os temas que escolheu para trazer ao circuito mundial de conferências são as desigualdades sociais, a interdependência mundial, as alterações climáticas e as novas exigências da cidadania.".
A escutá-lo uma fauna muito especial.
A palavra de novo a Paulo Moura:
"O Museu da Electricidade, em Lisboa, está cercado por polícias e agentes de segurança privados. Os parques de estacionamento à beira-rio estão lotados de Jaguares e modelos topo de gama da BMW. Muitos todo-o-terreno de luxo, alguns Porsche. Matrículas do Corpo Diplomático, limusines com motorista à espera. Maria Barroso sai de uma delas. Chega pontualmente, ou seja, demasiado cedo: fica à espera, entre hospedeiras e seguranças, bebidas e acepipes, sob a desmesurada abóbada da antiga central eléctrica. Mas vão chegando outros convidados. Ex-ministros, embaixadores, empresários. Figuras reconhecíveis da política, da alta finança (muitos), das artes (poucos) e dos media. Ordeiramente, os convidados de António Cunha Vaz, organizador da conferência (numa parceria com a Fundação EDP), sentam-se na plateia com ar solene, conscientes do privilégio de participarem num dos eventos mais cobiçados do ano. São cerca de 700 pessoas, maioritariamente do sexo masculino, maioritariamente acima dos 60 anos. O critério da sua escolha não foi necessariamente o do interesse profissional ou intelectual que cada um poderia ter nas declarações do ex-Presidente americano. Olhando em redor, percebe-se que o critério foi discricionário: Cunha Vaz convidou quem ele quis. O próprio Cunha Vaz, director e proprietário da agência de Comunicação e Relações Públicas Cunha Vaz e Associados, vem apresentar o orador. Lembra que a sua agência comemora o 5.º aniversário e que já organizou, nos últimos anos, conferências de personalidades como Colin Powell, Al Gore e Tony Blair".
Escrito por RELIGIONLINE em 16:44:14 | Link permanente | Comments (0) |

Quarta-feira, Junho 25, 2008

Uma História com muito por contar?

O patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, dizia ontem, numa entrevista à Rádio Renascença:
"O Catolicismo é uma inspiração total da vida e portanto dá também princípios inspiradores da sociedade. As democracias cristãs tiveram um papel enorme na democratização da Europa ocidental. Em Portugal, no 25 de Abril, o episcopado de então deu essa orientação – não se comprometia com nenhum partido de nome cristão e de cariz cristão, mas desafi ava os cristãos a serem participativos nos partidos."
A nós contou-nos um eminente bispo português, há já mais de 20 anos (e como não pediu sigilo, fica aqui a dica), que no período imediatamente subsequente ao 25 de Abril de 1974, terá havido pressões do Vaticano sobre o episcopado português para que fosse dado respaldo à constituição de um partido da democracia cristã. A diplomacia papal terá mesmo enviado secretamente a Portugal nada menos do que Aldo Moro (que viria posterirmente a ser raptado e assassinado pelas Brigadas Vermelhas), para convencer alguns bispos. Mas a posição dominante entre estes terá sido aquela que D. José Policarpo agora exprime.
Como se sabe, foi constituído um partido com aquela designação, que nunca chegou a ter efectiva expressão popular.
Se tudo isto for verdade, fica a ideia de que ainda há muita coisa na nossa História recente que se mantém na sombra.
Escrito por RELIGIONLINE em 18:43:59 | Link permanente | Comments (0) |

Domingo, Junho 22, 2008

Portanto farei uma escada no coração

Portanto farei uma escada no coração

E pelos degraus subirei da minha casa

Até bater com o pensamento no altíssimo.

Apagarei os passos e o cérebro como um rasto no deserto

Sempre atento como a águia quando fixa o sol

Sem pestanejar.

Farei portanto a escada no deserto para fixar

A luz.

Da minha casa subirei sem palavras

Em silêncio, portanto, pisando o coração.

Daniel Faria

[Mantimento enviado pela Laura]

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Quinta-feira, Junho 19, 2008

Álvaro de Campos

Sahi do comboio,
Disse adeus ao companheiro de viagem,
Tinhamos estado dezoito horas juntos.
A conversa agradavel,
A fraternidade da viagem,
Tive pena de sahir do comboio, de o deixar.
Amigo casual cujo nome nunca soube.
Meus olhos, senti-os, marejaram-se de lagrimas...
Toda despedida é uma morte...
Sim, toda despedida é uma morte.
Nós, o comboio a que chamamos a vida
Somos todos casuaes uns para os outros,
E temos todos pena quando por fim desembarcamos.

Tudo que é humano me commove, porque sou homem.
Tudo me commove, porque tenho,
Não uma semelhança com ideias ou doctrinas,
Mas a vasta fraternidade com a humanidade verdadeira.

A criada que sahiu com pena
A chorar de saudade
Da casa onde a não tratavam muito bem...
Tudo isso é no meu coração a morte e a tristeza do mundo.
Tudo isso vive, porque morre, dentro do meu coração.
E o meu coração é um pouco maior que o universo inteiro.

4 - 07 - 1934
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Quinta-feira, Junho 12, 2008

Bem-aventuranças

Circula por aí, nesses mails que vão passando, 'de mão em mão'... Claro: hoje pode fabricar-se tudo. Mas há ainda lugar para o surpreendente e para a dádiva.


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Quarta-feira, Junho 04, 2008

O que mais o surpreende na Humanidade?

Perguntaram ao Dalai Lama:

– “O que mais o surpreende na Humanidade?”

E ele respondeu:

– “Os homens… Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde. Por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro; e vivem como se nunca fossem morrer… e morrem como se nunca tivessem vivido.”

(via: Perspectivas)

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Segunda-feira, Junho 02, 2008

Rádio católica é fonte de crispação em vez de concórdia


A COPE, rádio da Igreja Católica em Espanha, está a suscitar mal-estar dentro da própria Igreja. Aparentemente, o modo como se processou a renovação do contrato de um dos seus mais polémicos jornalistas, Federico Jimenez Losantos, deixou alguns sectores do episcopado insatisfeitos. E isso mesmo o disse o cardeal de Barcelona, Lluis Martinez Sistach, numa entrevista ao jornal La Vanguardia de domingo último, intitulada "A deriva da Cope dificulta e prejudica o trabalho da Igreja".
Nela Martínez Sistach considera que é a rádio, sobretudo através de um programa matinal de tertúlia (género muito frequente nas rádios espanholas) a lançar a crispação na sociedade. A ponto de o cardeal considerar que a COPE é, neste momento mais "um potente meio gerador de conflitos" do que "um potente meio de comunicação".
(Foto: EFE)
Escrito por RELIGIONLINE em 18:39:10 | Link permanente | Comments (0) |

Domingo, Junho 01, 2008

o homem prudente

Evangelho - Mt:7,21, 24-27

Nem todo aquele que diz 'Senhor, Senhor', entrará no Reino do Céu. Só entrará aquele que põe em prática a vontade do meu Pai, que está no céu. (...) "Portanto, quem ouve essas minhas palavras e as põe em prática, é como o homem prudente que construiu sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enxurradas, os ventos sopraram com força contra a casa, mas a casa não caiu, porque fora construída sobre a rocha. Por outro lado, quem ouve essas minhas palavras e não as põe em prática, é como o homem sem juízo, que construiu sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, vieram as enxurradas, os ventos sopraram com força contra a casa, e a casa caiu, e a sua ruína foi completa!
Escrito por RELIGIONLINE em 11:45:57 | Link permanente | Comments (0) |