Wednesday, November 5, 2008

“um novo capítulo numa longa história”

“Serão o Islão e o Catolicismo capazes de declarar solenemente, pela voz dos seus representantes institucionais, que se assumem como duas vias iguais de salvação espiritual?” A pergunta é de Abdennour Bidar, professor de filosofia, no jornal Le Monde, a propósito do Forum que decorreu ontem no Vaticano, entre muçulmanos e católicos.
A resposta:
“Parece que o mais provável é que o Forum continue a recambiar para as calendas gregas a questão de um pleno e integral reconhecimento mútuo, sobre o qual se acabou por considerar que se tratava de uma impossibilidade teológica em si mesma - como se a afirmação da superioridade própria como via de salvação fosse constitutiva da essência de qualquer religião”

O que parece certo é que como dizia segunda-feira ao jornal La Croix o presidente do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-Religioso, este Forum representa “um novo capítulo numa longa história”.

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Sunday, November 2, 2008

“O homem que sabe do que fala”

(…)Da primeira vez que fui aos Estados Unidos, para quem me perguntou pela impressão mais forte, eu tinha uma: nos restaurantes, a ausência de homens negros nos encontros familiares. Mesa típica de negros: a senhora velha (tia ou avó), a mãe e a filharada. Que era feito do pai negro americano? (…)
O tema “a ausência do pai na América negra” é glosado em livros e conferências. Em 1998, um jornal da Universidade de Chicago publicava um texto com o título “Onde estão os pais?” e esta primeira linha: “Mais de 70% das crianças afro-americanas são educadas pela mãe sozinha.” Chicago, 1998, quem vivia ali era Barack Obama. Segundo alguma propaganda eleitoral, praticando actividades radicais. Uma delas seria com certeza: tentando revolucionar os bairros negros de South Chicago da irresponsabilidade dos pais.
No Verão de 2008, já candidato a presidente, Obama visitou uma igreja de South Chicago, vizinha ao lago Michigan. Assistência quase só de negros e um tema controverso - o tal. O comediante negro Bill Cosby (em Portugal conhecemo-lo de séries televisivas), também presente, teve ao longo de meses uma polémica tremenda com a comunidade negra por ter criticado a epidemia da falta do homem na família afro-americana. Obama disse: “Demasiados pais são MIA, demasiados pais são AWOL, faltando em demasiadas vidas e demasiadas casas.” MIA e AWOL são termos militares que significam “desaparecido em combate” e “ausente sem autorização”.
É mesmo guerra que Obama quer fazer à praga. Ele sabe do que fala. No já famoso anúncio de meia hora que fez passar esta semana nas televisões, Obama mostra-se numa foto pessoal e dramática: o seu pai, já olhando para outra vida, e ele, garoto, agarrado ao seu braço e olhando-o suplicante. Mas o pai de Obama partiu mesmo. No anúncio, ele mostra um homem a ler um conto ao filho que adormece. Na igreja, ele disse: “Qualquer parvo faz um filho mas o que faz um pai é fazer crescer um filho.”
Tema demasiado específico? Para quem acha que o problema é só dos negros, será. Mas no anúncio pareceu-me que Obama falava para mais gente: “A responsabilidade com as nossas crianças não começa em Washington.”
Ferreira Fernandes, “O HOMEM QUE FALA DO QUE SABE“. DN, 2.11.2008
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Thursday, October 23, 2008

Urge desenvolver “propostas mais dialógicas” de comunicação

O arcebispo Claudio Maria Celli, presidente do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais, abordou na sua palestra diante no Sínodo dos Bispos que decorre na cidade do Vaticano, o desafio das «novas formas de linguagem e comunicação» na transmissão da Palavra de Deus. 

Analisando a revolução digital e do mundo das comunicações, explicou que neste momento «mudou a forma de comunicar das pessoas, a forma de congregar-se e de criar comunidade». 

«Como comunidade de fiéis comprometida em anunciar a Boa Nova do Evangelho de Jesus Cristo a todos os povos, a Igreja encontra-se frente ao desafio de ter de pensar de que maneira pode comunicar sua mensagem no contexto da nova cultura emergente das comunicações», reconheceu. 

«O desafio hoje é compreender que as novas tecnologias não são somente instrumentos de comunicação, mas estão a influenciar profundamente a própria cultura das comunicações.»

«Se, no passado, tendíamos a considerar os leitores, os ouvintes e os observadores dos meios de comunicação como espectadores passivos diante um conteúdo produzido centralmente, está claro que hoje temos de considerar o público como mais selectivo e interactivo dentro de um leque mais vasto de meios.»

Logicamente, considerou, «nós sempre tivemos cuidado com o conteúdo dos nossos ensinamentos; hoje temos de estar mais atentos ao nosso público ou aos múltiplos públicos a que nos dirigimos, para compreender as suas preocupações e suas perguntas».

«O avanço da Internet como meio interactivo, no qual os utilizadores tentam impor-se na qualidade de sujeitos e não só como consumidores, convida-nos a desenvolver de modo mais explícito formas dialógicas de ensino e apresentação», assegurou. 

A proposta do arcebispo italiano teve eco na assembléia e foi recolhida por todos os círculos menores (grupos lingüísticos de  de trabalho), que de uma maneira ou outra apresentaram nas suas conclusões a necessidade de utilizar melhor os meios de comunicação, em particular a Internet, no anúncio da Palavra e na formação.

Como consequência, é de esperar que tanto na mensagem conclusiva do Sínodo, que será apresentada amanhã pelo arcebispo Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho Pontifício para a Cultura, como nas proposições que o Sínodo entregará ao Papa, se reserve um espaço particular à comunicação, em particular aos novos meios de comunicação.

Fonte: Agência ZENIT.org.

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Monday, October 20, 2008

Morreu a Irmã Emmanuelle


[foto: Le Figaro]

A religiosa franco-belga que dedicou a sua vida aos mais pobres faleceu aos 99 anos. Era uma das personalidades que os franceses mais admiravam, recorda o diário Le Figaro:

Soeur Emmanuelle, la célèbre religieuse notamment reconnue pour avoir dédié son existence aux plus pauvres, les SDF français comme les chiffonniers du Caire, est décédée lundi à l’âge de 99 ans. C’est le président d’Asmae-Association Soeur Emmanuelle, fondée par la religieuse, qui l’a annoncé lundi matin.

Soeur Emmanuelle, de son vrai nom Madeleine Cinquin, était née le 16 novembre 1908 à Bruxelles dans un foyer aisé, d’un père français et d’une mère belge. Elle s’est éteinte «dans son sommeil» dans la nuit de dimanche à lundi dans la maison de retraite de Callian, dans le Var, a indiqué une responsable de l’association. «Fatiguée», mais ne souffrant «d’aucune maladie particulière», elle allait célébrer son centième anniversaire le 16 novembre prochain.

Soeur Emmanuelle n’a jamais hésité à médiatiser ses «révoltes» en faveur des plus pauvres en France ou à l’étranger devenant auprès du grand public, un alter ego de l’Abbé Pierre, décédé début 2007. Les Français gardent le souvenir des nombreuses apparitions à la télévision de cette petite femme tassée par l’âge mais le regard toujours malicieux derrière ses grosses lunettes, portant un voile blanc. Dans le dernier classement des personnalités préférées des Français, publié en août par le Journal du Dimanche, Soeur Emmanuelle était classée 6e.

[continuar a ler]

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Friday, October 17, 2008

Significativo paralelo

Do editorial do último número do National Catholic Reporter, a propósito da realização, em Roma, do Sínodo dos Bispos, sobre a Palavra:

Naquilo que pode ser visto como um estranho, mas instrutivo paralelo com a turbulência no sistema financeiro mundial, a igreja está, também ela, a analisar a sua base e a testar os seus próprios fundamentos num mundo agitado e incerto. Enquanto as más notícias que surgem a cada momento levam muitos a perguntar para que serve a Igreja e por aquilo que ela pode oferecer aos que carecem de sabedoria e de sentido, a resposta é clara - a afirmação de que Deus está vivo e actuante na história humana, nos acontecimentos que se desenrolam à nossa volta.

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Friday, October 10, 2008

Para pensar a crise

Os bispos franceses membros do Conselho para questões familiares e sociais publicaram nesta quarta-feira, dia 8, uma reflexão sobre a crise financeira mundial, uma crise que deve, segundo os prelados, levar a uma revisão das atuais formas de buscar o benefício económico.
Ainda que os mecanismos financeiros sejam necessários para prover as economias de recursos, a crise revelou as consequências negativas de lógicas financeiras que, levadas ao extremo, estão desligadas da economia e se colocam somente ao serviço de um benefício imediato. «As nossas sociedades estão quebradas. E, como sempre, nestes casos, os mais pobres são as primeiras e mais inocentes vítimas», acrescentam.
Quando as finanças pretendem ser um fim em si mesmas e só estão animadas pelo desejo de benefício, perdem a cabeça – afirmam os bispos –, mas quando as preocupações dos homens, de cada homem e de todos os homens se convertem em prioridade, a confiança renasce.
Para superar a crise, advertem os prelados, as medidas não podem encaminhar-se somente no sentido da «manutenção de um sistema financeiro que revelou suas fraquezas e suas consequências humanas». É necessária a cooperação entre os Estados, o estabelecimento de instituições de organização financeira e uma reorientação das economias ao serviço das pessoas.
Os bispos exigem uma reflexão ética e um compromisso, que reveja as práticas especulativas a curto prazo, assim como uma revisão dos sistemas de remuneração e gratificação dos dirigentes das instituições financeiras, especialmente por sua contribuição na crise, buscando o benefício de forma inconsiderada.
Exigem também maior transparência, assim como uma reorientação das finanças ao serviço da economia produtiva e adequada às exigências ambientais.
Fonte: ZENIT

Para consultar o texto, clicar em:
Au cœur de la crise : faire crédit, faire confiance.

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Thursday, October 9, 2008

A Bíblia Dia e Noite prossegue em Roma e na Internet

No site do Público, António Marujo escreve sobre a leitura integral da Bíblia que está a decorrer em Roma.

 

Sucedem-se e alternam-se as vozes, os timbres, os ritmos, como numa paleta de cores, de clamores. Há poucos instantes, escutava-se o livro do profeta Jeremias, no capítulo 26: “Jeremias, porém, respondeu aos príncipes e ao povo: ‘Foi o Senhor que me enviou a profetizar contra este templo e contra esta cidade os oráculos que ouvistes. Reformai, portanto, a vossa vida e as vossas obras, ouvi a palavra do Senhor, vosso Deus, e o Senhor afastará de vós o mal com que vos ameaça. Quanto a mim, entrego-me nas vossas mãos. Fazei de mim o que quiserdes e o que melhor vos parecer.’”
A leitura da Bíblia em directo na televisão italiana, iniciada no domingo ao fim da tarde pelo Papa Bento XVI, prossegue na Basílica de Santa Cruz de Jerusalém, em Roma. Os leitores revezam-se no pequeno ambão colocado no centro do templo, sobre o qual está uma Bíblia de altar. Com intervalos de cerca de hora e meia, vários artistas executam peças de música sacra antiga e contemporânea. “Dirige os meus passos”, peça de gospel, foi cantada por volta da uma e meia da tarde.
Um profundo exercício de escuta e atenção. Sem qualquer comentário, a leitura é apenas ritmada pela mudança dos leitores, entre cada capítulo. Por detrás, um ecrã projecta, de vez em quando, algumas imagens ou curtas legendas. “Esperança perante as catástrofes”, dizia o cenário, quando o leitor recitava: “Vou quebrar o jugo do rei da Babilónia! Dentro de dois anos, farei voltar a este lugar todos os objectos do templo do Senhor, que Nabucodonosor, rei da Babilónia, levou daqui e transportou para a Babilónia.”

Iniciativa para todos

Entre a assistência, há várias religiosas (entre as quais várias Missionárias da Caridade, congregação fundada por Madre Teresa de Calcutá, identificadas pelo hábito branco debruado a azul. Mas também jovens, gente anónima, várias pessoas de pé que enchem a basílica, situada perto da de São João de Latrão.
Prevista para durar até sábado, “A Bíblia Dia e Noite” percorrerá ainda vários livros proféticos do Antigo Testamento, antes de entrar nos evangelhos cristãos. Quando chegar ao fim, terão sido 140 horas sem interrupção, protagonizadas por mais de 1200 leitores, incluindo judeus, muçulmanos e não-crentes. O cardeal Tarcísio Bertone, secretário de Estado do Vaticano, lerá o último capítulo do Apocalipse, último livro da Bíblia cristã.
José Tolentino Mendonça escreve (A Leitura Infinita, ed. Assírio & Alvim), a propósito das interpretações estéticas da Bíblia: “Podemos justamente interrogar a natureza de todas estas releituras da simbólica bíblica. Não estará simplesmente, para usar uma expressão de Paul Claudel, a considerar-se a Bíblia ‘um imenso vocabulário’, uma espécie de mina de recursos plásticos e semânticos, disponível para uso público?”
O biblista, que fixou o texto da primeira tradução integral da Bíblia em português (A Bíblia Ilustrada, ed. Assírio & Alvim), acrescenta: “É importante pensarmos que o precioso património, cristão e laico, que constitui a recepção estética da Palavra Bíblica assinala uma procura que nada tem de rarefeito, mas se confunde com a maior das procuras, aquela que acende uma palavra, uma evidência ou um silêncio capaz de resgatar a existência.”. Como escrevia Vitorino Nemésio no poema “De Profundis”:

“Sim, daqui, deste abismo trivial
A que só as palavras dão fundura,
A ti clamo.”

A transmissão em directo pode ser vista aqui.

 

 

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Wednesday, October 8, 2008

Ater-se ao necessário

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa
(CEP) pede aos portugueses que repensem o seu modo
de vida para enfrentar a crise financeira que afecta o
mundo.
Em entrevista à Renascença, a poucos dias da apresentação
da proposta do Governo do Orçamento Geral
do Estado, D. Jorge Ortiga pede, também, aos responsáveis
do Estado o reforço das suas preocupações sociais,
em defesa dos mais carenciados, mas considera,
sobretudo, que deve ser alterado o actual modelo da
sociedade de consumo.
O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa faz
um apelo à sobriedade dos portugueses, convidando os
a viver com o essencial e a combater a corrupção:
“Talvez tenhamos que nos habituar todos à sobriedade
na maneira de viver e de encarar aquilo que é absolutamente
necessário. Talvez tenhamos que olhar um
pouco mais para a partilha, deixando de nos concentrar
somente nas nossas energias, fugindo à corrupção,
sabendo que é fácil ou pode ser fácil fazer dinheiro,
mas que mais tarde ou mais cedo, aquilo que são os
tesouros humanos, desmoronam-se com facilidade”.
(…)
in Página 1/RR, 8.10.2008
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Monday, October 6, 2008

Génesis, 1

No princípio, Deus criou os céus e a terra. A terra estava informe e vazia; as trevas cobriam o abismo e o Espírito de Deus pairava sobre as águas. Deus disse: “Faça-se a luz!” E a luz foi feita. Deus viu que a luz era boa, e separou a luz das trevas. Deus chamou à luz DIA, e às trevas NOITE. Sobreveio a tarde e depois a manhã: foi o primeiro dia. Deus disse: “Faça-se um firmamento entre as águas, e separe ele umas das outras”. Deus fez o firmamento e separou as águas que estavam debaixo do firmamento daquelas que estavam por cima. E assim se fez. Deus chamou ao firmamento CÉUS. Sobreveio a tarde e depois a manhã: foi o segundo dia. Deus disse: “Que as águas que estão debaixo dos céus se ajuntem num mesmo lugar, e apareça o elemento árido.” E assim se fez. 1Deus chamou ao elemento árido TERRA, e ao ajuntamento das águas MAR. E Deus viu que isso era bom. Deus disse: “Produza a terra plantas, ervas que contenham semente e árvores frutíferas que dêem fruto segundo a sua espécie e o fruto contenha a sua semente.” E assim foi feito. A terra produziu plantas, ervas que contêm semente segundo a sua espécie, e árvores que produzem fruto segundo a sua espécie, contendo o fruto a sua semente. E Deus viu que isso era bom. Sobreveio a tarde e depois a manhã: foi o terceiro dia. Deus disse: “Façam-se luzeiros no firmamento dos céus para separar o dia da noite; sirvam eles de sinais e marquem o tempo, os dias e os anos, e resplandeçam no firmamento dos céus para iluminar a terra”. E assim se fez. Deus fez os dois grandes luzeiros: o maior para presidir ao dia, e o menor para presidir à noite; e fez também as estrelas. Deus colocou-os no firmamento dos céus para que iluminassem a terra, presidissem ao dia e à noite, e separassem a luz das trevas. E Deus viu que isso era bom. Sobreveio a tarde e depois a manhã: foi o quarto dia. Deus disse: “Pululem as águas de uma multidão de seres vivos, e voem aves sobre a terra, debaixo do firmamento dos céus.” Deus criou os monstros marinhos e toda a multidão de seres vivos que enchem as águas, segundo a sua espécie, e todas as aves segundo a sua espécie. E Deus viu que isso era bom. E Deus os abençoou: “Frutificai, disse ele, e multiplicai-vos, e enchei as águas do mar, e que as aves se multipliquem sobre a terra.” Sobreveio a tarde e depois a manhã: foi o quinto dia. Deus disse: “Produza a terra seres vivos segundo a sua espécie: animais domésticos, répteis e animais selvagens, segundo a sua espécie.” E assim se fez. Deus fez os animais selvagens segundo a sua espécie, os animais domésticos igualmente, e da mesma forma todos os animais, que se arrastam sobre a terra. E Deus viu que isso era bom. Então Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança. Que ele reine sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos e sobre toda a terra, e sobre todos os répteis que se arrastem sobre a terra.” Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher. Deus os abençoou: “Frutificai, disse ele, e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a. Dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra.” Deus disse: “Eis que eu vos dou toda a erva que dá semente sobre a terra, e todas as árvores frutíferas que contêm em si mesmas a sua semente, para que vos sirvam de alimento. E a todos os animais da terra, a todas as aves dos céus, a tudo o que se arrasta sobre a terra, e em que haja sopro de vida, eu dou toda erva verde por alimento.” E assim se fez. Deus contemplou toda a sua obra, e viu que tudo era muito bom. Sobreveio a tarde e depois a manhã: foi o sexto dia.
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Tendo decidido que Deus morreu…

“Há quem, tendo decidido que Deus morreu, se declara a si mesmo Deus, considerando-se o único criador do seu destino, o dono absoluto do mundo. Mas quando o homem elimina Deus do seu horizonte e declara que Deus morreu, é verdadeiramente mais feliz? Não será antes, como as notícias todos os dias o demonstram, que aumenta o arbítrio do poder, os interesses egoístas, a injustiça, o abuso e a violência em todos os aspectos?”.
Bento XVI, na abertura do Sínodo dos Bispos
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